Por Luís Henrique Junqueira
O Estado de Pernambuco, no Brasil, tem sido um dos locais preferidos pelos turistas para suas viagens de férias e passeios. Com suas belas praias e paisagens naturais, Pernambuco atrai pessoas do mundo todo. Mas o que pouca gente sabe é que Pernambuco teve papel de destaque no desenvolvimento da raça Dobermann no Brasil. Mais precisamente, a cidade do Recife. Foi lá que viveu Solon Frota, fundador do canil Tabajara do Norte. Frota foi responsável pela importação de vários cães de alta qualidade, provenientes da Alemanha, que influenciaram o início da criação no Brasil. Um dos destaques foi o Bundessieger Troll v. d. Eversburg, SchH 3. Ele foi largamente utilizado como padreador durante o período de 1953 a 1957, produzindo excelentes cães.


Foto 1: Conny v. Fürstenfeld.
Outra importação realizada por Frota teve grande impacto para a criação nacional da época. Foram os cães Conny v. Fürstenfeld (foto 1) e Ceno v. Fürstenfeld. Eles eram irmãos de ninhada de Citta v. Fürstenfeld. A ninhada "C" do canil Fürstenfeld, produzida por Herman Palmer, tornaria-se referência mundial na criação do Dobermann. A cadela Citta v. Fürstenfeld conquistou o título de Bundessiegerin na Alemanha, Campeã na Suíça e Campeã Internacional. Ela é a mãe de Vello v. Fürstenfeld, outro grande expoente mundial e responsável por inúmeras das linhas de sangue atuais. Uma irmã de sangue do Vello também foi trazida para o Brasil pelo Sr. Frota. Tratava-se de Kira v. Fürstenfeld (Bordo v. Fürstenfeld x Citta Fürstenfeld).
A partir de 1954, a senhora Suzanne Blum começa sua criação, em São Paulo, com o canil Haus Viking, utilizando cães de origem nacional, incluindo aqueles do canil Tabajara do Norte. Mas logo madame Blum começaria a fazer suas próprias importações, trazendo cães da França, Alemanha e Holanda. Suzanne Blum passaria a exercer grande influência na criação brasileira, sendo até hoje reconhecida como a "Mãe da Raça Dobermann no Brasil".
Entre as importações iniciais feitas por Suzanne Blum, destacam-se as fêmeas Toxi Germania, irmã do BdsSg Titus Germania (Lump v. Hagenstolz x Gilda v. Wellborn), Reni v. Forell (Arco of Fayette Comer x Citta Germania) e o macho Arko v. Mühleneck (linebreed 2:2 de Alex v. Kleinwaldheim). Arko foi acasalado com Toxi Germania, gerando Kurt v. Haus Viking. Este último, acasalado com a fêmea de nome If Tabajara do Norte (Troll v. d. Eversburg x Daisy v. d. Kastelldreef), que Suzanne havia adquirido de Solon Frota, deu origem ao Ch. Othello v. Haus Viking, nascido em 1963, e um dos mais influentes reprodutores de todos os tempos.
Em 1976 chega ao Brasil, através de outro criador, o cão Gogo v. Bavaria (neto de Bryan v. Forell). Gogo foi acasalado com a fêmea Tavey's Doeskin, trazida da Inglaterra. Desta união nasceu Brian v. Heiss, da criação de Athayde Reis Filho. Brian foi um cão de muito sucesso, conquistando os títulos de Campeão Internacional, Grande Campeão, Campeão Sul-Americano, Grande Vencedor Nacional e DT (Dobermann de Trabalho, título conferido aos cães que fossem aprovados em prova de obediência e temperamento).

A partir de 1954, a senhora Suzanne Blum começa sua criação, em São Paulo, com o canil Haus Viking, utilizando cães de origem nacional, incluindo aqueles do canil Tabajara do Norte. Mas logo madame Blum começaria a fazer suas próprias importações, trazendo cães da França, Alemanha e Holanda. Suzanne Blum passaria a exercer grande influência na criação brasileira, sendo até hoje reconhecida como a "Mãe da Raça Dobermann no Brasil".
Entre as importações iniciais feitas por Suzanne Blum, destacam-se as fêmeas Toxi Germania, irmã do BdsSg Titus Germania (Lump v. Hagenstolz x Gilda v. Wellborn), Reni v. Forell (Arco of Fayette Comer x Citta Germania) e o macho Arko v. Mühleneck (linebreed 2:2 de Alex v. Kleinwaldheim). Arko foi acasalado com Toxi Germania, gerando Kurt v. Haus Viking. Este último, acasalado com a fêmea de nome If Tabajara do Norte (Troll v. d. Eversburg x Daisy v. d. Kastelldreef), que Suzanne havia adquirido de Solon Frota, deu origem ao Ch. Othello v. Haus Viking, nascido em 1963, e um dos mais influentes reprodutores de todos os tempos.
Em 1976 chega ao Brasil, através de outro criador, o cão Gogo v. Bavaria (neto de Bryan v. Forell). Gogo foi acasalado com a fêmea Tavey's Doeskin, trazida da Inglaterra. Desta união nasceu Brian v. Heiss, da criação de Athayde Reis Filho. Brian foi um cão de muito sucesso, conquistando os títulos de Campeão Internacional, Grande Campeão, Campeão Sul-Americano, Grande Vencedor Nacional e DT (Dobermann de Trabalho, título conferido aos cães que fossem aprovados em prova de obediência e temperamento).

Foto 2: Am Ch. Brunswing's Cryptonite
A partir da década de 70, começam as importações de cães dos Estados Unidos, principalmente do canil Marienburg, da criadora Mary Rodgers. A criação nacional experimenta então uma grande evolução, do ponto de vista de conformação e beleza, e os exemplares de Dobermann começam a despontar nas Exposições e Shows de Beleza, conquistando inúmeras premiações de BIS - Best in Show, situação que se mantém até hoje. Um dos canis que mais se destacou a partir deste período, foi o canil vos Henik do casal Alice e Juan Carlos di Lucca. Em colaboração constante com criadores americanos, era comum o envio de fêmeas de seu canil para acasalamento nos Estados Unidos. O canil vos Henik produziu inúmeros campeões ao longo dos anos, mantendo-se em primeiro lugar no ranking de criadores por diversas vezes. Entre os cães de sua criação, merece destaque o cão Rockland Lusky Serena v. Henik, que se sagrou Campeão do Mundo, na Exposição Mundial realizada na Argentina em 1993. O intercâmbio com criadores americanos tem sido frequente, o que permitiu a inclusão de sangue de Top Producers, tal como o de Am.Ch.Brunswig's Cryptonite (foto 2), no plantel brasileiro.
A partir das décadas de 80 e 90, volta a crescer o interesse por cães europeus por parte de alguns criadores. É a partir desta época que chegam os cães Melba v. Norden Stamm, irmã da famosa Multi Ch. Mia v. Norden Stam (Ebo v. d. Groote Maat x Anka v. Flandrischen Lõwen) e Onix v. Norden Stamm (Baron Bryan v. Harro's Berg x Kassandra v. Norden Stamm), utilizados pelo canil Zards em São Paulo. Eduardo Kunze Bastos, do Canil Nordhalbinsel em Brasília, traz a fêmea Loreley v. d. Alten Linde (filha de Edda v. d. Alten Linde e neta de Bingo v. Ellendonk), que se torna sua principal matriz. Vale a pena lembrar que Edda v. d. Alten Linde é mãe da IDC Siegerin Tessa v. d. Alten Linde que, por sua vez, é bisavó materna de Aick v. d. Kerpenburg, cão de grande destaque atualmente na Europa. Também nesta época, Suzanne Blum importa cães da Holanda, dos canis Diaspora e Franckenhorst. Entre eles estão Geba Goljim v. Diaspora (Bjorn v. Stokebrand x Ere-Iris-Ezra v. Diaspora), Mike v. Franckenhorst (Fela v. Franckenhorst x Dolly v. Franckenhorst) e Zenga v. Franckenhorst (Marienburg's Dark Daimler x Golda v. Franckenhorst), irmão de ninhada da BdsSg, AIAD Sg, DV Sg e EURO Sg Zoe v. Franckenhorst, importada pela Itália. Já o canil Rotdomweg é o responsável pela vinda do Am. Ch. & Multi BIS Marienburg's Morocco (Dexter v. Franckenhorst x Marienburg's Hollyhawk), que é pai de Marienburg's Dark Daimler (enviado para a Holanda e bastante utilizado na Europa).
A partir das décadas de 80 e 90, volta a crescer o interesse por cães europeus por parte de alguns criadores. É a partir desta época que chegam os cães Melba v. Norden Stamm, irmã da famosa Multi Ch. Mia v. Norden Stam (Ebo v. d. Groote Maat x Anka v. Flandrischen Lõwen) e Onix v. Norden Stamm (Baron Bryan v. Harro's Berg x Kassandra v. Norden Stamm), utilizados pelo canil Zards em São Paulo. Eduardo Kunze Bastos, do Canil Nordhalbinsel em Brasília, traz a fêmea Loreley v. d. Alten Linde (filha de Edda v. d. Alten Linde e neta de Bingo v. Ellendonk), que se torna sua principal matriz. Vale a pena lembrar que Edda v. d. Alten Linde é mãe da IDC Siegerin Tessa v. d. Alten Linde que, por sua vez, é bisavó materna de Aick v. d. Kerpenburg, cão de grande destaque atualmente na Europa. Também nesta época, Suzanne Blum importa cães da Holanda, dos canis Diaspora e Franckenhorst. Entre eles estão Geba Goljim v. Diaspora (Bjorn v. Stokebrand x Ere-Iris-Ezra v. Diaspora), Mike v. Franckenhorst (Fela v. Franckenhorst x Dolly v. Franckenhorst) e Zenga v. Franckenhorst (Marienburg's Dark Daimler x Golda v. Franckenhorst), irmão de ninhada da BdsSg, AIAD Sg, DV Sg e EURO Sg Zoe v. Franckenhorst, importada pela Itália. Já o canil Rotdomweg é o responsável pela vinda do Am. Ch. & Multi BIS Marienburg's Morocco (Dexter v. Franckenhorst x Marienburg's Hollyhawk), que é pai de Marienburg's Dark Daimler (enviado para a Holanda e bastante utilizado na Europa).
Ola, meu nome e Ricardo Frota, sou neto do Sr. Solon Frota. Gostaria de saber se vc tem alguma foto do Troll ou de algum outro cao pertecente ao meu avo. Meu email frota.ricky@gmail.com. Obrigado.
ResponderExcluirRicardo
ResponderExcluirÉ um prazer poder trocar uma linha com vc. Tenho sim algumas fots dos cães de seu avô.
Entrarei em contato por seu e-mail.
Bom dia, sou um apaixonado pela raça Dobermann de linhagem europeia, tenho muita dificuldade de adquirir um filhote de lilha de trabalho, gostaria de saber se vocês tem previsão de ninhada? Hermógenes Pedroza
ResponderExcluirHermogenes,
ExcluirNós gostamos de Dobermans independente de linhagem. Acreditamos que o Dobermann tem que ser um cão completo e por este motivo, selecionamos nossos reprodutores tendo como foco a saude, a estrutura sem esquecer o temperamento e a aptidão para o trabalho. Nossa proxima ninhada deverá nascer em meados de novembro.
muito legal a iniciativa, mas acho que o breve relato foi injusto com grandes cães e canis da década de oitenta...canil mântua de marcio massari, com alisaton troble von mantua, damasyn the just a blast, piu-bella de mantua, canil von schloss de humberto palumo com aleph von schloss, captain max von schloss, canil dobermann do brasil de luiz valente, eu mesmo...rsrsrs, com arabar's blackberry love song, a melhor fêmea dobermann de 81 a 83 e nono cão do grupo 3 do cbkc de 82, tando dobermann do brail, melhor padreador dobermann do rankin do clube do dobermann de 81 a 84, lusty dobermann do brasil, ondine dobermann do brasil, master love dobermann do brasil, canil sc de sergio capps, de "ban ban", sc mariella von alisanton...nossa..tanta gente...canil weissensi do dr edgar, tanta gente....merece uma pesquisa mais aprofundada....mas valeu
ExcluirLuiz,grata pelo contato. Concordo que muito dos belos cães de linhagem americama não constam nesta pequena historia, porém, o texto não é de minha autoria. Se formos citar todos os cães maravilhosos e canis que participaram da formação da raça no Brasil, teriamos que citar, não só criação paulista como também Caras Williing and Able, Bareta de Casablanca, Querência de Casablanca, Burgus of Strong, Zweig do Grande Oriente, Saber of Aramis, Antok de Cresisto, SC Javel’s W. Magic Tiffany, SC Nema’s W M Steffanie Graf, Cynderwood Collin e uma infinidade de outros que sem duvida nenhuma, muito contribuiram. Pretendo assim que tiver um tempinho, volta a atualizar o site e conto com sua colaboração na redação de um texto mais completo.
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